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Exposição “Tardes de quinta”, com curadoria de Patrícia Di Loreto
De 02/10/26, a 30/10/26 a Biblioteca Central recebe, no Espaço Lounge, a exposição coletiva “Tardes de quinta”, com curadoria de Patrícia Di Loreto.Acompanhe também o instagram: @exposicoes.bu
Sobre a exposição
Tardes de quinta nasce da Oficina de Artes Visuais da UFSC, um espaço de estudo, prática e troca que acontece todas as quinta-feiras à tarde. Como professora e pintora, proponho aos meus alunos um percurso de aproximação com a pintura a partir do estudo de seus diferentes gêneros – retrato, paisagem, natureza-morta, figura humana, entre outros – e dos artistas que, em diferentes períodos e contextos, os exploraram, transformaram e reinventaram.
Esse percurso também passa pela experimentação de diferentes técnicas e procedimentos: óleo, acrílica, aquarela, giz pastel, colagem, entre outros. Investigamos diferentes maneiras de construir a imagem, desde a pincelada impressionista e suas relações com a luz e a cor até o sfumato, com suas transições sutis entre tons e formas. Cada técnica se torna uma possibilidade de investigação e uma maneira particular de pensar e construir a pintura.
Estudar a história da pintura, nesse contexto, não significa apenas conhecer seus mestres e períodos. Significa observar como cada artista construiu seu olhar, quais escolhas fez diante da cor, da matéria, da luz, da composição e do gesto. A partir dessas referências, cada aluno desenvolve sua própria pesquisa, estabelecendo diálogos entre aquilo que aprende e aquilo que deseja expressar. Nas obras reunidas nesta exposição, diferentes temas atravessam o olhar de cada artista: a infância, os dias em família, a nudez, os gritos desesperados, as cadeiras de descanso, o rosto feminino e as paisagens aquareladas. São assuntos que partem do cotidiano, da memória, da experiência e da imaginação, transformados pela pintura em imagens que carregam diferentes tempos, afetos e inquietações.
Nesta exposição, porém, o encontro é formado por mulheres de diferentes gerações, experiências e repertórios. Cada uma chega com uma história, uma sensibilidade e uma maneira singular de perceber o mundo. Essa diversidade é parte essencial de oficina e revela a riqueza dos diferentes caminhos que a pintura pode assumir. As aulas também são atravessadas pela conversa e pela curiosidade. A pintura estabelece diálogos com a filosofia, a fotografia, o jornalismo, a biologia e outros campos do conhecimento, ampliando as possibilidades de pensar e construir uma imagem. Esta exposição apresenta um pouco desse percurso: diferentes olhares reunidos em um mesmo espaço, diferentes maneiras de pintar e uma mesma vontade de aprender, experimentar e descobrir.
Realização: BU/UFSC Exposições
Detalhes da exposição
📌 O quê? Exposição “Tardes de quinta”.
📌 Onde? Espaço Lounge.
📌 Quando? De 02/10/26, a 30/10/26 , de segunda a sexta-feira das 7h30 às 22h.
📌 Quanto? Exposição gratuita e aberta à comunidade
📌 Contatos: @m.s.josie ou @patidiloreto -
Exposição “Intimidade Urbana”, de Hélio Bastida Lopes
De 01/10/26, a 30/10/26 a Biblioteca Central recebe, no Hall do Auditório, a exposição “Intimidade Urbana: ‘Cidades Invisíveis’, Conexões e Desafios na Vida Contemporânea”, de Hélio Bastida Lopes.Acompanhe também o instagram: @exposicoes.bu
Sobre a exposição
A rotina diária pode ser suavizada com momentos de parada e descanso, como se espera que o façamos para descompressão na jornada de trabalho. Sob uma ótica relevante em sua vida e trabalho, o autor da presente exposição gosta de pensar que hoje é sempre o melhor dia de nossas vidas, por esta razão, não devemos sobrecarregá-lo com pensamentos pouco producentes do ontem, nem tão pouco com temores excessivos do amanhã, recomendando-se manter seu foco como presente, no aqui e agora.
A referência ao livro “Cidades Invisíveis”, de Italo Calvino, por ser uma obra seminal que transcende o simples relato de cidades imaginárias, utilizando a narrativa para explorar a complexidade das relações humanas e a experiência urbana. Através das conversas entre Marco Polo e Kublai Khan, Calvino não só inventa lugares fictícios, mas também reflete sobre a subjetividade da percepção da cidade, um tema bastante relevante nos dias atuais.
As cidades descritas por Calvino representam mais do que apenas espaços físicos; elas são metáforas que exploram emoções, sonhos e memórias. Por exemplo, cidades como Zaira, que simboliza a memória, e Octavia, que reflete sobre a alienação, ressoam com as experiências contemporâneas em metrópoles superlotadas, onde muitos se sentem desconectados, apesar da proximidade física.
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Exposição “Colheita Coleção”, de Tissier.
De 01/10/26, a 30/10/26 a Biblioteca Central recebe, no Hall Principal a exposição “Colheita Coleção”, de Tissier.Sobre a exposição
Colheita Coleção é uma pequena coleção de restos de animais marinhos, pequenos objetos e esculturas confeccionadas com fragmentos de mangue, vértrebas e costelas de baleia, todos encontrados e recolhidos na praia de Ponta das Canas, na Ilha de Santa Catarina.
A pequena quantidade e a diversidade das espécies observadas podem nos dar uma ideia dos cuidados que temos – ou não temos – em nossa relação com os outros seres vivos, dos quais também dependemos para a nossa sobrevivência.
Com a instalação Extermínio, abre-se um caminho inverso: a taxonomia ganha, enquanto a humanidade perde.
Por fim, a coleção de pequenas esculturas revela toda magia da natureza na criação de formas incríveis e nos convida a lembrar que somos parte dela – e não algo separado ou alheio à sua existência.
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Exposições de outubro na BU

No mês de outubro, a Biblioteca Central receberá cinco exposições, são elas:
As Aves-do-Terror do Cenozóico Brasileiro, de Arthur Baggio, do dia 01/10/2026 ao dia 30/10/2026, na Janela da Arte;
Intimidade Urbana, de Hélio Bastida Lopes, de 01/10/2026 a 30/10/2026, no Hall do Auditório;
Tardes de quinta, exposição coletiva com curadoria de Patrícia Di Loreto, do dia 02/10/2026 ao dia 30/10/2026, no Espaço Lounge;
Colheita Coleção, de Tissier, de 01/10/2026 a 30/10/2026, no Hall Principal;
Viagem Transcendental ao Útero Dourado, de Thais Carvalho Hüsle, de 01/10/2026 a 30/10/2026, no Salão Circulação.
Detalhes
📌 O quê? Exposições de outubro.
📌 Onde? Biblioteca Central.
📌 Quanto? Exposição gratuita e aberta à comunidade -
Exposição “As Aves-do-Terror do Cenozóico Brasileiro”, de Arthur Baggio
De 01/10/26, a 30/10/26 a Biblioteca Central recebe, na Janela da Arte, a exposição “As Aves-do-Terror do Cenozóico Brasileiro”, de Arthur Baggio.Sobre a exposição
Esta exposição intitulada “As Aves-do-Terror do Cenozóico Brasileiro” trata de uma família já extinta de aves, as Phorusrhacidae que viveram na América do Sul durante o Paleoceno até o Mioceno (de 50 há 15 milhões de anos atrás).
Tais aves receberam um nome popular tão assustador devido às reconstruções de seus fósseis, com um tamanho impressionante e crânio munido de um bico maciço em forma de gancho. Elas dominaram a América do Sul após a extinção dos dinossauros não avianos, tornando-se predadoras de topo durante milênios.
Suas principais armas eram a sua cabeça forte e bivo feito para cortat e arrancar a carne de suas vítimas, já que era uma ave carnívora não voadora.
Essa coleção de obras de Paleoarte reconstrói, a partir de materiais simples como lápis de escrever, caneta e a tinta guache, algumas espécies do grupo. Cada uma delas correu pelas vastas pradarias da América do Sul durante o Cenozóico, provando que as aves são um dos grupos mais bem sucedidos desta era.




