Conheça os livros para o Vestibular 2027 da UFSC

06/04/2026 17:10

Tradicionalmente, o Vestibular da UFSC inclui uma lista de obras cuja leitura integral é recomendada para as pessoas que desejam realizar as provas. Neste ano, para o Vestibular UFSC 2027, foram indicadas as obras:

  • Primeiro de abril: narrativas da cadeia” de Salim Miguel
  • Vésperas” de Adriana Lunardi
  • O irmão alemão” de Chico Buarque
  • Eu sou Macuxi e outras histórias” de Julie Dorrico
  • Clara dos Anjos” de Lima Barreto
  • A paixão segundo G. H.” de Clarice Lispector
  • Secos e Molhados” álbum dos Secos e Molhados

Conheça os livros para o Vestibular 2026 da UFSC disponíveis nas Bibliotecas da BU/UFSC.

Capa do livro Primeiro de abril
Primeiro de abril: narrativas da cadeia, de Salim Miguel
Trinta anos após o golpe de 1964, Salim Miguel publicou a narrativa sobre os quarenta e oito dias em que esteve “detido para averiguações”, no início da ditadura civil-militar. O escritor manteve um diário durante o período de sua prisão, no qual registrou as percepções e os fatos ligados à sua detenção no quartel da Polícia Militar em Florianópolis. Trabalhou posteriormente sobre o texto e, com isso, publicou “Primeiro de abril” (título alusivo à data do golpe), o qual foi premiado como melhor romance pela União Brasileira de Escritores em 1994.
Disponível online gratuitamente no Repositório Institucional da UFSC: repositorio.ufsc.br/handle/123456789/264818
Capa do livro Vésperas
Vésperas, de Adriana Lunardi
Vésperas é um livro de contos que narra os últimos momentos de vida de nove autoras: Virginia Woolf, Dorothy Parker, Ana Cristina César, Colette, Clarice Lispector, Katherine Mansfield, Sylvia Plath, Zelda Fitzgerald e Júlia da Costa. Com base em dados biográficos, Lunardi cria uma obra de ficção que homenageia a vida e a obra dessas escritoras ao mesmo tempo que se aprofunda em seu universo íntimo e reflete sobre suas angústias, memórias e reflexões, destacando a complexidade de suas existências tanto como mulheres quanto como personalidades públicas.
Capa do livro O irmão alemão
O irmão alemão, de Chico Buarque
A partir da memória e da história familiar, Chico Buarque constrói romance sobre a busca obsessiva do autor/narrador por um irmão desconhecido, misturando as fronteiras entre ficção e realidade. Na São Paulo dos anos 1960, o adolescente Francisco de Hollander, ou Ciccio, encontra uma carta em alemão dentro de um volume na vasta biblioteca paterna, a segunda maior da cidade. Em meio a porres, roubos recreativos de carros e jornadas nem sempre lícitas a livros empoeirados, surgem pistas que detonam uma missão de vida inteira.
Capa do livro Eu sou Macuxi e outras histórias
Eu sou Macuxi e outras histórias, de Julie Dorrico
A autora por ela mesma: “Nasci nas terras da cachoeira pequena, mais conhecida como Guajará-Mirim. Mas foi às margens do Rio Madeira que eu cresci ouvindo minha mãe contar as memórias da família, dessas gentes que viviam lá quando acaba o Rio Amazonas. Um dia atravessamos esse rio gigante e fomos conhecer nossos parentes em Boa Vista, em Bonfim (RR) e em Lethen (Guiana). Essa travessia, feita ainda na infância, foi, por meio da minha bisavó, o meu encontro com Makunaima e com as histórias macuxi. Escrevo esse livro, objeto usado por não indígenas para contar por muitos séculos nossas histórias, para ocupar esse lugar de autoria, tão caro aos sujeitos indígenas. Também sou doutoranda em Teoria da Literatura no Programa de Pós-Graduação em Letras da PUCRS.”
Capa do livro Clara dos Anjos
Clara dos Anjos, de Lima Barreto
No início de 1922, Lima Barreto anunciava na imprensa do Rio de Janeiro que seu novo romance, intitulado Clara dos Anjos, já estava “bem adiantado”, e que em breve ele seria publicado. Naquele ano, porém, o público carioca apenas conheceu um dos capítulos iniciais do livro, saído na edição de maio da revista Mundo Literário. Em 1º de novembro, vitimado por um ataque cardíaco, Lima Barreto morreu sem concluir um de seus últimos e mais ambiciosos projetos literários. O escritor retrabalhava o texto desde 1904, animado pelo desejo de convertê-lo numa espécie de epopeia suburbana a partir da malfadada trajetória de Clara dos Anjos. A história foi publicada em folhetim entre 1923 e 1924, e somente apareceria em volume mais de duas décadas depois, em 1948.
Capa do livro A paixão segundo G. H.
A paixão segundo G. H., de Clarice Lispector
Romance original, desprovido das características próprias do gênero, “A paixão segundo G.H.” conta, através de um enredo banal, o pensar e o sentir de G.H., a protagonista-narradora que despede a empregada doméstica e decide fazer uma limpeza geral no quarto de serviço, que ela supõe imundo e repleto de inutilidades. Após recuperar-se da frustração de ter encontrado um quarto limpo e arrumado, G.H. depara-se com uma barata na porta do armário. Depois do susto, ela esmaga o inseto e decide provar seu interior branco, processando-se, então, uma revelação. G.H. sai de sua rotina civilizada e lança-se para fora do humano, reconstruindo-se a partir desse episódio. A protagonista vê sua condição de dona de casa e mãe como uma selvagem.

empréstimo de livros na BU é restrito às pessoas vinculadas à UFSC, mas todas as pessoas podem frequentar nossas Bibliotecas. Caso a obra desejada esteja emprestada, você pode fazer uma reserva para garantir sua leitura. As informações sobre as obras e sobre o vestibular foram obtidas no site da Coperve (Próximos vestibulares) e nos sites das editoras.

Tags: Vestibular UFSC